Os especialistas em marketing falam em canibalização, quando uma empresa lança um novo produto contra os seus próprios produtos incumbentes. Normalmente, estas acções são dirigidas a mercados sem grande potencial de crescimento, dizem também os entendidos.
Será que o fenómeno “Caminha Jovem” se inscreve nesta teoria?
Caminha Jovem é (ou foi, não sei bem) uma associação de jovens, nascida e criada nos interstícios do actual poder camarário caminhense. Nunca se tinha visto tanta pompa e circunstância na fundação de uma associação juvenil. Muitos fatos, muitas gravatas, presidente da CM, governador civil, cobertura mediática… logo na festa de inauguração. Cartazes e outros meios a rodos para divulgar cada pingo de actividade. E a coisa foi andando, até perto do final do primeiro mandato do PSD na câmara de Caminha… O PSD volta a ganhar eleições no concelho e reconhecem-se os méritos juvenis com empregos camarários. E a associação eclipsou-se, ao que parece.
Será correcto dizermos que foi canibalizada pela câmara? Se especialistas no assunto tiverem pachorra para visitar este blogue, ajudem-me a perceber melhor este fenómeno local.
Outubro 2, 2009 às 4:40 pm
a associação caminha jovem não nasceu nos interstícios do poder camarário caminhense.
aliás, basta ler os estatutos para saber que nem seria possível!
infelizmente, por esta data de abril de 2008, não sei exactamente quais eram os paradeiros da acj.
quando a acj perdeu os seus membros fundadores na eleição da sua segunda direcção, a associação sofreu uma grande perda de notoriedade.
eu que o diga, pois fui vice-presidente da acj durante o segundo mandato.
durante o período em que estive à frente da associação a direcção era maioritariamente constituída por jovens que estudavam fora do concelho, o que dificultou a continuidade das actividades da associação.
(esta foi a principal razão da primeira direcção não se ter recandidatado, a falta de disponibilidade dos membros)
mesmo assim foram desenvolvidos vários projectos que infelizmente não obtiveram a mesma adesão por parte dos jovens como antes.
por altura desta publicação neste blogue, a acj estava com a sua terceira direcção, que eu saiba, a promover actividades num âmbito mais desportivo fora da sede do município.
tendo assim ainda menos projecção.
e como a acj é uma associação juvenil sem fins lucrativos, se não andar à volta dos agentes políticos e corporativos, com certeza que vai ter maiores dificuldades em angariar fundos e apoios para as suas actividades.
a câmara de caminha deu continuidade a alguns projectos que nasceram na acj e de parecerias entre os dois.
eu acho que fez bem pois trata-se de actividades bastante relevantes para se perderem.
a câmara talvez pudesse querer saber um pouco mais da acj mas há dezenas de associações e colectividades no concelho, bastante mais idóneas e que se têm de mexer se quiserem o que for, e a acj não é mais que outra qualquer.
contudo, espero que a acj consiga voltar a trazer actividades inovadoras e enriquecedoras aos jovens do concelho de caminha.
como dizia na altura, ela precisa de gente mais jovem e presente.. como quando foi criada.
..portanto, agora já sabe que a associação não foi canibalizada pela câmara!
espero que tenha ajudado a que percebesse melhor este fenómeno local.
Outubro 4, 2009 às 11:59 pm
É verdade… já me lembro!!
Nem todos têm a sorte que teve a acj, até fazia parcerias com a Câmara!
Como o mundo é injusto…
Resta-nos a canibalização… vamos-nos comendo até que chegue alguém para nos salvar!!!
Outubro 7, 2009 às 12:38 pm
..com a câmara, com o ipj, com empresas, com o comércio local, e com qualquer pessoa que se mostrasse interessado.
claro! é o que qualquer associação juvenil sem fins lucrativos faria com a maior das naturalidades, não fosse uma coisa naturalíssima de se fazer!
sorte é quando alguma coisa nos é dado sem fazer nada por ela.
agora se é para falar de alguma coisa em concreto, então que se fale!
eu cá nem ando nem nunca vou andar a comer seja lá quem for. e se alguém nos há-de salvar, ou é porque temos sorte ou então porque já começamos a fazer algo para sermos salvos.